Decidir pela internação de alguém que amamos é uma das situações mais difíceis para uma família. Muitas vezes a decisão vem depois de anos de tentativas, promessas e recaídas. Este guia explica, passo a passo, como o processo funciona, para que você possa agir com segurança e sem culpa.
Importante: a internação é um recurso médico. Ela é indicada quando o tratamento em casa ou ambulatorial não é suficiente ou quando há risco para o paciente ou para outras pessoas.
Quando a internação é indicada
A equipe médica costuma indicar a internação quando há:
- Perda de controle sobre o uso, com prejuízos graves à saúde, ao trabalho e à família
- Necessidade de desintoxicação com acompanhamento médico (por exemplo, no alcoolismo)
- Risco de suicídio, agressividade ou surtos
- Tentativas anteriores de tratamento sem sucesso
- Doenças psiquiátricas associadas, como depressão grave ou psicose
Passo 1: o primeiro contato
Fale com a clínica e conte a situação com o máximo de detalhes: que substâncias são usadas, há quanto tempo, se já houve tratamentos anteriores, se há outras doenças e se a pessoa aceita ou não ajuda. Informe também o plano de saúde, se houver. No Grupo Triunfo, esse primeiro atendimento pode ser feito pelo WhatsApp ou telefone, 24 horas por dia.
Passo 2: a avaliação médica
Toda internação, de qualquer tipo, precisa de um laudo médico que justifique a indicação. É na avaliação que o psiquiatra define se o caso é de internação, de hospital-dia ou de acompanhamento ambulatorial.
Passo 3: entender o tipo de internação
A Lei 10.216/2001 prevê três tipos de internação psiquiátrica:
- Voluntária: o paciente concorda e assina uma declaração
- Involuntária: sem o consentimento do paciente, a pedido da família ou responsável, com laudo médico. Veja como funciona a internação involuntária
- Compulsória: determinada pela Justiça
Passo 4: documentos e convênio
Em geral são pedidos documento de identidade e CPF do paciente e do responsável, comprovante de endereço e a carteirinha do plano de saúde, quando houver. A clínica verifica a cobertura com o convênio e orienta sobre a documentação de cada plano. Saiba mais em o plano de saúde cobre internação?
Passo 5: a chegada e a internação
Na chegada, o paciente passa por avaliação clínica e psiquiátrica e começa o plano terapêutico: desintoxicação quando necessária, acompanhamento médico e de enfermagem 24 horas, psicoterapia, grupos terapêuticos e atividades. A família recebe orientações e participa de encontros e visitas programadas.
Depois da alta: o tratamento continua
A alta da internação é o começo de uma nova fase. Para reduzir o risco de recaída, o paciente pode seguir no hospital-dia, em consultas e em grupos. Conheça os sinais de recaída e como agir.
Precisa de orientação agora? Nossa equipe atende 24 horas, com sigilo, e orienta você e sua família sem compromisso.
Falar no WhatsAppPerguntas frequentes
A família pode internar alguém que não quer se tratar?
Sim, por meio da internação involuntária, que exige laudo médico e comunicação ao Ministério Público em até 72 horas. A equipe orienta a família em todo o processo.
Quanto tempo dura a internação?
Depende da evolução de cada paciente e é definido pela equipe médica. Na internação involuntária de dependentes químicos, a lei determina que ela dure apenas o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias.
Posso visitar o paciente?
Sim. As visitas são programadas pela equipe, porque a participação da família faz parte do tratamento.
Conteúdo sob responsabilidade técnica do Dr. Luis Otavio Pinheiro Lima, psiquiatra, CRM-MG 25815, RQE 7915. Atualizado em .
Conteúdo informativo do Grupo Triunfo. Não substitui a avaliação de um médico. Em emergência, ligue 192 (SAMU); se estiver pensando em suicídio, ligue 188 (CVV).


